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Mostrando postagens de Fevereiro 26, 2012

Reverenciar a natureza interior de cada um

O modelo de pensamento da sociedade atual separa o homem da natureza, por isso vê o índio como uma coisa estranha, exótica, quase irreal. Na verdade os diversos povos chamados indígenas preservam uma consciência de que não existe de fato separação entre homem e natureza. Os mesmos princípios que regem ela, também regem ele. Nos mitos dos povos ancestrais o ser humano desdobrou-se da natureza, por isso porta temperamentos, tendências psíquicas, e predisposições subjetivas diversas que de alguma maneira revelam a sutil e profunda relação entre um e outro.
Por isso na cultura de diversas etnias se reverencia florestas, montanhas, rios, planícies e planaltos. Por isso se reverencia também os animais e as plantas, pois se reconhece que a grande Vida que inspira e expira em cada coisa é a mesma vida, a mesma presença.




Eu Maior

aulas de viver o verde

Precisamos re-aprender a viver a vida de modo natural. Respirar ar puro, andar descalço, peregrinar por trilhas, conhecer diversos ecossistemas, brincar com joaninhas e borboletas. Precisamos mergulhar em rios límpidos, tomar banho de cachoeira, ouvir os cantos dos pássaros. Precisamos ficar olhando estrelas de noite, bem naquela noite sem lua. Contar os riscos das estrelas cadentes. Precisamos viver a vida simples de novo.

Onde reside a esperança

Tenho andado pelo Brasil afora a mais de 20 anos em diversas comunidades indígenas e mestiças. O que todas elas possuem em comum é uma idéia de que dependem da boa vontade e da assistencia de instituições e governos. Se por um lado os governos não fazem a sua obrigação social, por outro lado estas comunidades se esqueceram que seus antepassados e sua sabedoria ancestral possuiam técnicas e saberes sustentáveis e não dependiam de supostas políticas sociais que na verdade escravizam mais do que libertam.
Tive uma experiência emocionante recente em Várzea Queimada, sertão do Piauí, onde remanescentes de escravos negros e de índios tapuias, fundaram em 1841 um povoado que vivia basicamente da roça. Atualmente vivem do artesanato produzido da folha da carnaúba e do re-aproveitamento do resíduo de pneu onde os homens fazem sandálias de borracha.
Através de uma parceria que reuniu o SEBRAE, o Instituto Arapoty, Marcelo Rosenbaum, equipe de permacultores e estudantes; fizemos uma profunda a…