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Mostrando postagens de Janeiro 20, 2013

Maracanã e Cabral

O Cabral quer encobrir o Brasil. o governador do Rio de Janeiro acha ridículo preservar a memória das raízes que fundaram o país, logo ali, perto do estádio que vai ser o palco mundial do futebol em 2014. Para o governador Sérgio Cabral, é melhor destruir a memória e fazer um estacionamento. Quando observamos os países anteriores que sediaram copas do mundo, da Europa, passando pela Ásia e até a África; foi comum presenciar a valorização da diversidade da cultura local, principalmente aquelas que originam suas respectivas nações. Mas sabemos que infelizmente a cultura indígena não é respeitada pelos homens de poder. É tido como um estorvo. Se fosse um prédio dedicado aos ingleses ou holandeses, é claro que eles iriam fazer ali um mega museu. Mas, afinal de contas, são somente índios.
E Cabral não gosta de índios.

Raoni e Megaron

Muita gente diz que luta e defende a causa indígena. Muita gente diz que luta contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Mas com certeza mesmo podemos citar duas pessoas que estão profundamente enraizados nestas questões: são o cacique Raoni, kaiapó, e o chefe Megaron, do povo txukarramãe. São líderes genuínos, nasceram e cresceram no Xingú. Aprenderam a falar português com os irmãos Villas Boas, que os viu crescer.Mas quando Raoni anda pelo mundo, chama mais a atenção pelo seu exotismo. Pelo seu grande botoque no lábio inferior. Na verdade são dois guerreiros sábios, que ás duras custas conheceram a realidade da sociedade não indígena e o longo jogo de exploração das riquezas minerais e botânicas da Terra. Eles merecem o nosso profundo respeito, pois á mais de quarenta anos lutam pela dignidade e pelo equilíbrio da floresta e da diversidade cultural de toda a região amazônica.

Roberto Crema e a cátedra tupy

Roberto Crema introduziu na Unipaz a cátedra tupy. Seu objetivo foi elevar a tradição sagrada ancestral brasileira, cuja representação mais expressiva se encontra na tradição tupy, á condição de uma filosofia maior, com claro ênfase no desenvolvimento do ser.
A idéia veio desde 1997 quando Kaká Werá e Pierre Weill se encontraram em um congresso de naturologia em Florianópolis, por ocasiao da criação do curso de naturologia da Unisul, Universidade da região. Naquela ocasião Pierre conheceu através e Kaká Werá os princípios nortedores da cosmovisão tupy através da palestra de Kaká Werá, e anos depois Roberto Crema, com a referência da coordenadora da Unipaz do Rio de Janeiro, Maria da Glória, passa a propor o reconhecimento mais profundo deste saber ancestral.
A filosofia tupy é ao mesmo tempo primeva e contemporânea  pois já tem em seu bojo por exemplo, contribuições que conduzem á clara ideia e prática de sustentabilidade ecológica, econômica e social. Além disso seus princípios dire…